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Fapeal em Revista apresenta: Meio Ambiente, Tecnologia e Sustentabilidade

No Estande Alagoas, cinco órgãos do Governo do Estado aliaram sensibilidade, cultura e CT&I

Naísia Xavier     

Clique para ampliar. (Fotos: Ascom Fapeal)

Foram 200m² dedicados à conscientização ambiental e à cultura alagoana, numa experiência para todas as idades, passeando do mais lúdico ao tecnológico, em cinco ambientes, como parte da ExpoT&C. O público que visitou o estande do Governo de Alagoas durante a 70ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) teve seis dias de experiências ricas e multifacetadas.

Capitaneado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a programação variada do espaço teve como parceiros de atividades o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), a Imprensa Oficial Graciliano Ramos, a Desenvolve, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD), do Instituto de Ciências Biológicas da Ufal.

No espaço social, um telão passava vídeos que evidenciavam as suas ações nas áreas de pesquisa, educação e cultura. O público acompanhou filmagens subaquáticas e de drones da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, um vídeo sobre o programa de inovação PPG Empresa, o registro fotográfico das ações de educação científica da Secti na rede escolar pública desde a Semana de Ciência e Tecnologia de 2017 e os principais lançamentos de literatura infantil pela Imprensa

A Sala Fundo do Mar.

Oficial, à venda no espaço, com outras obras significativas da editora alagoana.

Além disso, o espaço também agregava duas áreas tecnológicas de mídia interativa. À esquerda, numa sala fechada e climatizada, uma projeção em 360 graus sensibilizava as pessoas sobre o impacto ambiental das atividades humanas, numa experiência imersiva de audiovisual e narrativa. Durante os seis dias do estande aberto ao público, pouco mais de cinco mil espectadores assistiram à projeção – o número equivale a um terço do público total do evento, estimado em 15 mil pessoas.

À direita, a “Sala Fundo do Mar” se tornou o espaço fotográfico mais popular da cidade durante uma semana, e trouxe espécies da fauna aquática urbana em realidade aumentada. As pessoas interagiram com as projeções de um caranguejo ermitão, um peixe piloto, um cavalo marinho e um ouriço satélite – todos encontráveis nas praias de Maceió, da Ponta Verde ao Francês.

 Palestras de educação ambiental.

No outro lado, uma área lúdica e com programação para o dia inteiro, voltada especialmente para as crianças e para as dezenas de escolas visitantes. Lá, entre as seções de contação de história da Cia. do Chapéu, onde o personagem principal era o Mutum-de-Alagoas, elas encontraram bichos empalhados, pintaram as espécies endêmicas da fauna e flora alagoana, conheceram mais sobre cactos e suculentas, assistiram palestras de educação ambiental e ganharam balões biodegradáveis, tudo isso emoldurado sob os galhos frondosos e flores vermelhas de um Mulungu artesanal, a espécie Erythrina Velutina, característica do agreste nordestino, feita em adesivação e papel.

“Eu terminei mestrado agora, e é um assunto que a gente discute bastante: como a arte pode ser integrada como produção do conhecimento. E é uma alegria perceber que há um entendimento dessa possibilidade, via SBPC, via Fapeal. A arte é algo que ainda está encontrando sua comunicação com a ciência e vice-versa, e acho que tem frutos para vir aí muito poderosos”, disse Thiago Sampaio, um dos contadores das histórias.

Peças decorativas do mercado público, Centro

Qualidade e simplicidade

O espaço mais despretensioso do estande trazia uma decoração rústica, feita com elementos trazidos do mercado público do Centro de Maceió, e surpreendeu pela quantidade de pessoas de todo o Brasil, e daqui também, que escolheram emoldurar suas fotos na simplicidade local.

Por fim, a atenção aos detalhes também refletia o tema da educação para a sustentabilidade, cativando os visitantes. Um canudo de inox foi uma das formas escolhidas pela Fapeal, em parceria com a empresa carioca Beegreen, para motivar os participantes do evento a refletirem sobre o impacto que os

Projeção 360º + brindes sustentáveis.

seres humanos vêm causando ao mundo e mostrar que existem outras maneiras de conviver com os demais seres vivos.

As pessoas que assistiram ao vídeo da projeção em 360 graus também tinham a chance de levar sementes de espécies diversas, lápis-semente ou uma ecobag personalizada, produzida por artesãos apoiados pela Desenvolve.

Projeto e elogios

Todo o estande, projetado pela arquiteta Morgana Medeiros, foi personalizado com uma identidade

Conscientização ambiental + cultura local

visual concebida pelo designer da Fapeal, Jeroan Herculano, que aliou a fonte dingbat Bordado Filé Alagoano, projetada pela designer Géssy Ferreira, a outros elementos que envolviam o tema Meio Ambiente, Tecnologia e Sustentabilidade.

Já a decoração, que emoldurou os elementos tecnológicos com o Semiárido alagoano, remetendo ao agreste e caatinga, também contou com peças especialmente emprestadas da coleção do pesquisador Jairo Campos, e apresentadas aos visitantes num folder a respeito de cada obra e seus autores.

O secretário de Estado da Comunicação, Ênio Lins, classificou o projeto e o evento como um sucesso estrondoso. “A 70ª SBPC aqui em Alagoas demonstra o quanto o alagoano e a alagoana têm interesse pela ciência, têm interesse pelo saber, pela cultura, pela tecnologia. O número de crianças que visita e

Gilberto Kassab e Fábio Guedes Gomes

se engajam em cada uma dessas atividades é absolutamente fantástico e entusiasmante”, disse.

Para a professora Lenilda Austrilino, o estande ficou “top” e abordou a temática proposta de maneira interativa e ágil. “As pessoas saíram comentando como ficaram impressionadas porque nunca tinham visto o nosso meio ambiente numa outra perspectiva. Por exemplo, acompanhar o trajeto da água do [Riacho] Salgadinho até ele chegar ao mar, aquilo ali é uma visão impactante, e tratando de uma forma suave, sem agressividade para quem assiste, eu achei muito bem elaborado e gostei dessa forma de abordagem”, refletiu.

Já a reitora da Ufal, Valéria Correia, se revelou orgulhosa. “Superou nossas expectativas. A sociedade alagoana participou, os estudantes vieram, os professores, os pesquisadores, e é isso que nos orgulha, a efetiva participação da sociedade alagoana na Universidade Federal de Alagoas”, vibrou.

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