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Fapeal em Revista apresenta: Pesquisas que ultrapassam fronteiras

Dando prosseguimento à publicação de matérias da atual edição da revista, temos hoje estudantes que apresentaram o resultado de pesquisas desenvolvidas em escola estadual de Arapiraca

Renata Menezes – jornalista colaboradora

Gabriel Soares da Escola Estadual Professora Izaura Antônia de Lisboa (Foto – Renata Menezes)

A apresentação de trabalhos acadêmicos na 70ª Reunião da SBPC em Alagoas não foi uma exclusividade dos estudantes de ensino superior. Entre os pôsteres exibidos no Campus Arapiraca, houve duas pesquisas desenvolvidas dentro do laboratório da Escola Estadual Professora Izaura Antônia Lisboa.

É o caso de Gabriel Soares, que fazia o 3º ano na época e trouxe os resultados do desenvolvimento de um suplemento alimentar feito à base do caroço de jaca e das folhas da beldroega. Segundo ele, a farinha possui diversos nutrientes e está livre de componentes químicos, servindo para consumo de galinhas caipiras.

O trabalho já fora apresentado na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia, organizada pela Universidade de São Paulo (USP) e, apesar de não querer seguir o caminho da Química nem da Biologia, Gabriel diz que a pesquisa foi fundamental para aprender como usar os métodos científicos. “Com o trabalho no laboratório da escola, eu aprendi como lidar com a metodologia científica e isso vai ser importante para o meu futuro profissional”, comentou.

A professora Nadja Maria Alves é uma das orientadoras dos trabalhos e contou que a ideia de incluir experimentos científicos no currículo dos jovens surgiu em 2008. “Eu tinha dificuldade de passar a química para os alunos e criei o projeto para eles tomarem mais gosto pela matéria”, explicou.

Mateus Felipe e João Víctor ao lado de suas orientadoras (Foto – Renata Menezes)

Dez anos depois, a professora coleciona êxitos. Segundo Nadja, ela já participou de feiras internacionais em Londres e Nova York junto de seus orientandos e há aqueles que descobriram vocação para a ciência a partir de seus ensinamentos. “Tenho um aluno que se formou em Química depois de participar dos projetos em sala de aula e na apresentação do TCC dele, fui creditada como responsável pela sua formação”, emocionou-se a professora.

Farinha nutritiva como suplemento alimentar

Amostras da farinha obtida a partir da folha de moringa (Foto – Renata Menezes)

Já Mateus Felipe dos Santos e João Víctor Soares, então estudantes do 1º ano do ensino médio, apresentaram pôster com os resultados de um projeto experimental feito em sala de aula. Os adolescentes produziram, com suas professoras de Química e Biologia, uma farinha nutritiva feita a partir da folha de moringa, com o objetivo de servir como suplemento alimentar para crianças desnutridas.

Para garantir a produção, eles contaram que foi necessário coletar a moringa, desidratá-la, moer e torrar para resultar na farinha. Já o suplemento alimentar a apresenta sete vezes mais vitamina C do que a laranja, dez vezes mais vitamina A do que a cenoura e 25 vezes mais ferro do que o espinafre. “Dessa maneira, ele pode servir como aliado no tratamento da desnutrição”, disseram.

 

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