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Fapeal discute papel da ciência e tecnologia no desenvolvimento de Alagoas

Mesa-redonda ocorreu durante o Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia, no Centro de Convenções Ruth Cardoso

“Alagoas precisa identificar sua vocação científica e tecnológica para desenvolvermos ações com o objetivo de otimizar recursos e conhecimento”  -- Fábio Guedes, presidente da Fapeal
Presidente da Fapeal, Fábio Guedes, e o diretor científico da instituição, João Vicente Lima, que apresentaram o novo portfólio de programas da fundação e responderam aos questionamentos da plateia, além de apresentaram os projetos para os próximos meses e para 2016 (Foto: Ascom/Fapeal)

A primeira noite da programação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) durante o Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia (Caiite) serviu para promover o debate sobre o papel da ciência e tecnologia e do fomento à pesquisa no desenvolvimento de Alagoas.

A mesa-redonda teve como mediadores o presidente da Fapeal, Fábio Guedes, e o diretor científico da instituição, João Vicente Lima. Os dois apresentaram o novo portfólio de programas da fundação e responderam aos questionamentos da plateia, além de apresentaram os projetos para os próximos meses e para 2016.

Fábio Guedes discorreu sobre as mudanças e melhorias promovidas nos programas da Fapeal, para que se aproximem ainda mais das necessidades dos pesquisadores e instituições de ensino e pesquisa. Ele também anunciou planos de lançamentos de editais em áreas ainda não trabalhadas pela fundação, como cultura popular.

Durante o debate, foi demonstrada a importância de iniciativas como o Programa de Apoio à Participação e Realização de Eventos Científicos, Acadêmicos e Tecnológicos (Papre) e Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), pela necessidade de apoiar e facilitar a capacitação dos profissionais docentes, bem como a sua presença em eventos científicos.

Para Fábio Guedes, um dos desafios ao desenvolvimento de Alagoas é o de diminuir os índices da perda de mestres e doutores para outras localidades. Para isso, ele explicou, a Fundação está se dispondo a colaborar com o preenchimento das vagas ociosas nas universidades, por meio de bolsas, auxílios e projetos e, assim, promover a fixação desses recursos humanos altamente especializados e elevar o nível da produção científica, além de disponibilizar mais soluções para os problemas do Estado.

O presidente explicou, também, que não basta financiar os projetos apresentados pelos pesquisadores.

“Alagoas precisa identificar sua vocação científica e tecnológica para desenvolvermos ações com o objetivo de otimizar recursos e conhecimento”, afirmou, complementando que ainda é necessário a implantação de melhores centros de pesquisa.

O professor João Vicente destacou a importância da interiorização e das ações já empreendidas pela Fapeal, com o intuito de facilitar a participação das universidades estaduais e que atendem a esse público.

“Assim, elas dispõem de chances iguais para receber um auxílio equivalente a sua capacidade, sem ter que concorrer com a universidade federal pelos mesmos recursos, mas com menos condições”, explicou.

João Vicente enfatizou, ainda, o diferencial de Alagoas por conta de sua cultura. “Nós ainda temos muito a fazer com relação à apropriação dos aspectos próprios de nossa cultura também no fazer científico e tecnológico”, disse.

O presidente da Fapeal finalizou a apresentação convidando a todos para as apresentações que a Fundação promoverá nesta quinta-feira (18), no estande do Governo, quando lançará a marca e a programação comemorativas aos 25 anos da instituição, o novo portfólio de programas e editais, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e o novo site.

“É fundamental prestigiar duas décadas de apoio à pesquisa, de uma Fundação de Amparo à Pesquisa pioneira em vários quesitos, uma das mais antigas do Nordeste”, finalizou.

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